viernes, 16 de agosto de 2013

SANTA BEATRIZ DA SILVA - 17 de Agosto

Blog Católico de Javier Olivares-Baiona

SANTA BEATRIZ DA SILVA - 17 de Agosto


Santa Beatriz da Silva nasceu em Ceuta, quando Ceuta perten­cia a Portugal. Subia com frequência ao monte Hacho, para venerar Nossa Senhora de África, pois, desde menina, sentiu grande devo­ção à Imaculada Conceição. Tinha dez anos quando o pai se trasla­dou para Portugal.


Em 1447 João 11 de Castela contrai segundas núpcias com Isabel de Portugal. Isabel trouxe a sua dama predilecta, Beatriz. A Corte não tinha lugar fixo. Às vezes residia em Madrigal das Altas Torres, onde nasceria Isabel, a Católica. Outras vezes, residia em Tordesilhas. Aí, no mosteiro de Santa Clara, dedica-se Beatriz à oração. De tudo precisaria naquele ambiente cortesão de intrigas e ciúmes.



Beatriz, pela sua rara beleza, dava-se conta que começava a ser motivo involuntário de rivalidades e ciúmes entre os seus apaixonados pretendentes. Os testemunhos são numerosos. «Por sua grande beleza foi pedida em matrimónio por muitos condes e duques. Havia acaloradas disputas e jogadas de amor por sua causa». Beatriz refugia-se no silêncio e na oração «e de boa vontade trocaria a sua beleza pela maior fealdade da mulher mais feia do mundo». Tirso de Molina descreveu muito bem estas intrigas.
Alguns, despeitados, urdiram suspeitas sobre a virtude de Beatriz.
A própria rainha começou a recear pela sua dama e pela fidelidade do rei, e, cega de ciúmes, decidiu retirá-la de casa, usando mesmo de violência.


Um dia fez-se acompanhar por Beatriz a um sótão escuro; aproximaram-se de uma arca, preparada para isso, empurrou-a para dentro e fechou-a à chave, certa do seu triunfo. Ainda se vê hoje, em Tordesilhas, no convento de Santa Clara, o velho baú onde foi encerrada, segundo a tradição.
Um seu tio descobriu o lugar da prisão. Pensava encontrá-la morta, mas, ao abrir a arca, encontrou-a fresca e sorridente. Os Processos falam-nos da confortadora aparição da Virgem Maria, com hábito branco e azul, e da ordem que recebeu nessa clausura de fundar uma Ordem em honra da Virgem, com o nome da Puríssima Conceição.


Beatriz decide fugir das intrigas da corte. Dirige-se a Toledo. É aceite no mosteiro de S. Domingos. Não abraça a vida monástica, mas segue a mesma vida das monjas, durante 30 anos. Oração e obras de caridade «e a decisão de que nenhum homem jamais lhe veria o rosto».
A rainha Isabel, a Católica, que por vezes ia a Arévalo, com a mãe, já arrependida, de visita a Beatriz, oferece-lhe os palácios de Galiana e o mosteiro da Santa Fé. Ali entra Beatriz com doze religiosas, depois de 30 anos de espera, para cumprir a ordem da Virgem.


O Papa Inocêncio VII aprovou a nova Ordem Concepcionista com a Bula Inter Universa, no ano de 1489. Em 1491 traslada-se solenemente a Bula da Catedral de Toledo para o convento da Santa Fé.
Poucos dias depois, Beatriz caiu gravemente doente. No leito de morte recebeu o hábito e emitiu os votos, como Madre Fundadora da Ordem. Ao ungirem-lhe a fronte, viram nela uma estrela, como se vê nas estampas. A 17 de Agosto de 1491 subiu ao céu. Depressa se cumpriu a promessa: «A tua Ordem florescerá por todo o mundo».



Retida a sua causa de beatificação durante vários séculos, foi declarada Beata por Pio XI, em 1926, e canonizada por Paulo VI, cinquenta anos depois, em1976.
Muitos poetas cantaram Santa Beatriz: «Pela Corte Imaculada, de Maria Imperatriz, deixou Cortes de Castela, a Condessa Beatriz».

                                 (do Livro “Os Santos do Mês” da Editorial Missões-Cucujães)


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